Constipação, gases, distensão abdominal, digestão desconfortável e a sensação de estar sempre com a barriga estufada estão entre as queixas mais frequentes no consultório.
Quem convive com isso há anos costuma achar que “é assim mesmo”. Não é. E raramente se resolve cortando alimentos por conta própria — na maioria das vezes, isso reduz a diversidade da microbiota e piora o quadro.
O que investigamos
- Distensão abdominal, especialmente no fim do dia
- Constipação, ou alternância entre constipação e diarreia
- Gases, arrotos e sensação de digestão lenta
- Refluxo e queimação
- Reações a alimentos que antes eram bem tolerados
- Cansaço, alterações de pele e humor — sinais que frequentemente têm origem intestinal
Como eu conduzo
A estratégia considera alimentação, fibras, hidratação, rotina, sintomas, tolerâncias individuais e os demais fatores relacionados à saúde gastrointestinal.
- Investigação — história clínica detalhada, hábito intestinal, exames e, quando indicado, testes específicos
- Identificação de gatilhos de forma estruturada e temporária, nunca por eliminação indiscriminada
- Reparo e reequilíbrio da microbiota, com fibras, polifenóis, fermentados e, se necessário, probióticos direcionados
- Reintrodução planejada, para você voltar a comer o máximo de coisas com conforto
- Hábitos digestivos — mastigação, horários, hidratação e manejo do estresse, que mexem no intestino tanto quanto a comida
O objetivo não é uma lista de proibições cada vez maior. É você comer mais variedade, com menos sintoma.
Por que isso conversa com os hormônios
O intestino participa diretamente da eliminação do estrogênio. Um trânsito lento ou uma microbiota desequilibrada podem fazer parte desse hormônio retornar à circulação — o que costuma intensificar sintomas do climatério. Cuidar do intestino, nessa fase, é cuidar de mais coisas do que parece.